RENDIMENTO ESPECÍFICO OUTORGÁVEL NA BACIA DO RIO SAPUCAÍ
RENDIMENTO ESPECÍFICO OUTORGÁVEL NA BACIA DO RIO SAPUCAÍ
Gil Júlio de Souza Netto, bolsista da FAPEMIG, 5° módulo de Engenharia Agrícola; Antônio Marciano da Silva, Orientador - DEG; Gilberto Coelho, Co-orientador - DEG
O conhecimento da capacidade de produção de água, de uma bacia hidrográfica, é de fundamental importância para traçar estratégias de desenvolvimento de todos os setores da sociedade e para planejamento e gestão de recursos hídricos. A partir desta asserção, este trabalho visou comparar duas metodologias para cálculo do rendimento específico mínimo com 7 dias de duração e com 10 anos de recorrência (Re7,10). Utilizou-se neste trabalho duas metodologias para cálculo do Re7,10. A primeira empregando a ferramenta adotada pelo instituto mineiro de gestão de águas - IGAM, ou seja, os mapas de rendimento específico mínimo e de tipologia homogênea, elaborados pela empresa HIDROSISTEMAS, com o suporte técnico do Engenheiro Sérgio Menin Teixeira de Souza. A segunda metodologia foi a utilização de séries históricas de estações fluviométricas, sendo estas séries ajustadas à distribuição de probabilidade log-normal, adequada para estimativa de valores extremos. Para o confronto destas metodologias escolheu-se a estação fluviométrica localizada no município de Careaçu, MG, instalada no Rio Sapucaí, com área de drenagem igual a 7346 km2, este rio é afluente do Rio Grande. Utilizando- se os mapas de rendimento e tipologia o Re7,10 foi igual a 5,77 L s1 km2 e utilizando a série histórica de vazões da estação fluviométrica existente no Rio Sapucaí o Re7,10 foi de 5,39 L s1 km2, valores semelhantes com variação menor que 10%. Estes resultados nos mostram a necessidade de estudos deste tipo em outras bacias, e de diferentes tamanhos, já que existe a possibilidade de ocorrência de resultados diferentes dos aqui apresentados.
Palavras-chave: Bacia hidrográfica; rendimento; gestão